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    • O embaixador Pietro Lazzeri, chefe da Divisão de Cooperação e Desenvolvimento Económico do Secretariado de Estado da Economia (SECO) e governador do Banco para a Suíça, e a vice-presidente principal do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, Marie-Laure Akin-Olugbade
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Fonte: African Development Bank Group (AfDB) |

Fórum de Cooperação Internacional de Genebra: a vice-presidente principal, Marie-Laure Akin-Olugbade, explica a abordagem do Banco Africano de Desenvolvimento em contextos difíceis de crise humanitária

Foi nessa lógica que a Sra. Akin-Olugbade apresentou a abordagem do Grupo Banco: não substituir os atores humanitários, mas complementá-los, intervindo no momento certo e com os instrumentos certos

Num contexto global de diminuição dos recursos, como garantir que o setor privado participe mais nas soluções humanitárias

ABIDJAN, Costa do Marfim, 11 de março 2026/APO Group/ --

A quinta edição do Fórum de Cooperação Internacional de Genebra (Fórum IC), organizado pela Direção de Desenvolvimento e Cooperação (DDC) do Departamento Federal de Relações Exteriores da Suíça, foi realizada nos dias 26 e 27 de fevereiro de 2026, no Centro Internacional de Conferências de Genebra, na Suíça. A vice-presidente principal do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (https://AfDB.org), Marie-Laure Akin-Olugbade, participou no painel de alto nível ao lado de atores do setor privado e especialistas na matéria. O painel intitulado ‘Envolver o setor privado na ação humanitária’ foi moderado pelo embaixador Pietro Lazzeri, chefe da Divisão de Cooperação e Desenvolvimento Económico do Secretariado de Estado da Economia (SECO) e governador do Banco para a Suíça.

Ao definir os termos do debate, Lazzeri questionou: “Num contexto global de diminuição dos recursos, como garantir que o setor privado participe mais nas soluções humanitárias, de forma adequada e responsável?”

Os participantes salientaram que este compromisso deve basear-se numa responsabilidade partilhada: respeitar os princípios humanitários e reforçar a ação dos Estados, sem os substituir. A vice-presidente principal acrescentou que “por trás de cada crise, há mercados em colapso e empregos perdidos”. Em África, onde cerca de 80% da população trabalha no setor privado, as empresas estão no centro das crises, seja na prevenção, na estabilização ou na retoma das atividades. Os participantes também defenderam mais financiamento, desde que seja responsável e não alimente conflitos.

Foi nessa lógica que a Sra. Akin-Olugbade apresentou a abordagem do Grupo Banco: não substituir os atores humanitários, mas complementá-los, intervindo no momento certo e com os instrumentos certos. Por exemplo, em Madagáscar, através do Mecanismo de Apoio à Transição, mais de 300 micro e pequenas empresas (MPE) tiveram acesso a financiamento bancário até então inacessível. No Sudão, a parceria com o Grupo DAL permitiu estabilizar as cadeias de valor agrícolas, apesar da persistência do conflito; e na região do Sahel, a colaboração com o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) ilustra como o Banco combina os seus instrumentos financeiros com a experiência humanitária no terreno.

Essas intervenções, concebidas em complementaridade com todos os atores, visam relançar a economia local, restaurar os serviços essenciais e reduzir o risco de recaída na crise. É nessa sinergia entre atores humanitários, setor privado e bancos multilaterais de desenvolvimento que reside, segundo a vice-presidente principal, a chave para uma resposta verdadeiramente sustentável.

Em conclusão, os participantes reconheceram unanimemente que o setor privado não pode ser reduzido ao papel de simples doador: a sua experiência e capacidade de inovação fazem dele um parceiro de pleno direito na ação humanitária, desde que essa colaboração seja estruturada, responsável e enraizada nas realidades do terreno.

Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).